Inventor do Bauru

História de Casemiro Pinto Neto

Filho de Hermínio dos Santos e Leonilda Meyer Pinto, Casimiro Pinto Neto, nasceu em

Bauru em 5 de abril de 1914. Quando criança era conhecido como “Bebé” e somente depois de transferir-se para São Paulo, para completar seus estudos e trabalhar, ganhou o apelido de “Bauru” por falar muito em sua amada terra.

Casimiro começou a trabalhar em Bauru com 13 anos, após a morte do pai, como desenhista da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Foi para São Paulo com duas opções de estudo; Arquitetura ou Direito. Como em São Paulo já trabalhava como jornalista e repórter, optou por Direito. “Naquele tempo, só existia engenheiro-arquiteto, teria que estudar muito, e direito eu faria com um “pé nas costas”, dizia Casimiro.

Entrou na Faculdade de Direito da USP, no Largo do São Francisco, e concluiu seu curso sem nenhum problema acadêmico. O que o fez demorar um pouco mais para se formar, foi a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932, uma vez ter feito parte do “Batalhão 14 de julho”, formado pelos estudantes das Arcadas. Trabalhou como repórter da Rádio e TV Record até a sua morte. Após o falecimento de sua mãe, a 1ª Coletora de Bauru, herdou a titularidade do Cartório, que depois transferiu para São Paulo. Por isso nunca exerceu o direito, e acumulava seu trabalho de Diretor Financeiro da Rede Record com o de Tabelião.

Casou-se com a Sra. Miriam Ribeiro Leite, com quem teve duas filhas Patrícia e Cássia. Casimiro Pinto Neto morreu no dia 2 de dezembro de 1983.

História de Jose Francisco Junior

José Francisco (zé do Skinão), que conheceu Casimiro Pinto Neto desde 1957, transformou sua lanchonete no principal ponto bauruense de divulgação do Sanduíche Bauru. Na época da inauguração de seu estabelecimento, Zé do Skinão distribuía o lanche de graça para a população experimentar e sempre dizia que era padrasto do sanduíche já que em 1974 o Ponto Chic, berço do lanche, teve de fechar. “Eu não podia deixar a criança na rua, não podia deixá-la órfã. Então, desde essa época, eu faço a minha parte, dizia. No início, perdeu a conta de quantos Bauru montou gratuitamente, para distribuir para os freqüentadores de sua lanchonete. “O pessoal fazia cara feia, quando oferecia o sanduíche, mas depois saía satisfeito. Hoje, 100% dos moradores conhecem o lanche que virou sinônimo da cidade”, dizia orgulhoso Zé do Skinão.

Zé do Skinão
Arquivo pessoal da Família

Por causa desse trabalho de divulgação, que incluía distribuição de lanches em eventos sociais, Zé do Skinão não acreditava que a receita original pudesse ser esquecida. Mesmo aposentado, José Francisco muitas vezes era visto no Skinão Lanches preparando os sanduíches pedidos pelos freqüentadores, principalmente aquele que resgatou, o Sanduíche Bauru. Zé do Skinão faleceu em 29 de abril de 2002. Ainda hoje seu filho Marco Antonio comanda o Skinão lanches.

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